Segunda-Feira, 20 de Maio de 2013

Mantega propõe liberar recursos do BNDES para compensar estados prejudicados pelo fim da guerra dos portos

Daniel Lima Repórter da Agência Brasil

Edição: Lana Cristina - Agência Brasil

14h48 - 17/4/2012

Agência

Guido

Brasília – O ministro da Fazenda, Guido Mantega, defendeu hoje (17) a aprovação da Resolução 72 e garantiu liberar recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para os estados que se sentirem prejudicados com o fim da chamada guerra dos portos.

A prática é considerada um problema porque consiste na cobrança, por alguns estados, de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) menor para estimular o desembarque de produtos importados através de seus portos.

Com a aprovação da Resolução 72, no Senado, haveria uma unificação em 4%, em todos os estados, da alíquota do ICMS que incide sobre produtos importados, pondo fim à guerra dos portos.

A proposta anunciada por Mantega, de liberação de recursos do BNDES, estabelece juros de 7% ao ano para que os governadores dos estados considerados prejudicados com a aprovação da Resolução 72 possam estimular novas atividades locais e compensar as receitas que venham a perder. “Para permitir que esses estados façam uma transição, o governo está oferecendo recursos financeiros a taxa de juros baixa de modo que eles não terão falta de recursos para substituir eventuais perdas e para realizar novos investimentos”, disse.

Para ele, com os novos recursos, os estados poderão atrair e fixar novas atividades econômicas em troca da redução do ICMS às importações. Segundo Mantega, os estados que têm bancos de desenvolvimento poderão utilizar também os recursos para financiar empresas e reduzir o custo financeiro na região. “Isso irá mantê-las [as empresas] no local, mais estimuladas a produzir ali e o estado não se tornaria um mero corredor de importações.”

No início da tarde, Mantega embarcou para São Paulo. Amanhã (18), o ministro deverá embarcar para Washington, onde participará do encontro do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial.

Nossos Colunistas

Sergio Barreto Motta
MP dos Portos recria Portobrás


Sergio Barreto Motta
Arrogância de Dilma abala MP dos Portos


Aparecido Mendes Rocha
Exportação triangular com seguro


Sergio Barreto Motta
Meton aponta prós e contras da MP 595


Tomás Rizzo
O retrocesso chamado Mercosul


Sergio Barreto Motta
Porto Sem Papel não reduziu burocracia


Claudio César Soares
Siscoserv sem Cisco


Sergio Barreto Motta
Bacia de Campos receberá Supernavio-hotel


Aparecido Mendes Rocha
Destruição de mercadorias seguradas


Sergio Barreto Motta
Transpetro deverá adiar compra de 3 navios