Paranaguá escoa 13,1 milhões de toneladas de granéis líquidos
Ter, 03 de Novembro de 2009 13:03
Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior demonstram que o Porto de Paranaguá teve incremento de 9,6% na movimentação de granéis sólidos, respondendo por 13,1 milhões de toneladas no período de janeiro a setembro. '
A alta se explica pela expansão acentuada de 42% das exportações de açúcar pelo porto, com embarques que superam 2,7 milhões no período, representando receita superior em 62% que totalizou US$ 848,9 milhões.
Outro produto que apresentou boa performance foi a soja com elevação de 23,3% nos embarques do período, seguido por milho e farelos com crescimentos bem mais modestos: 2,4% e 7%, respectivamente.
De acordo com o presidente do Sindiexpar (Sindicato do Comércio de Exportação e Importação do Paraná), Zulfiro Antonio Bósio, pela primeira vez, nos últimos 31 anos, as exportações de produtos primários têm superado as vendas externas de manufaturados. "A crise é a responsável pela mudança na pauta de exportações. Isso é, de certa forma, preocupante, pois torna o País mais vulnerável às oscilações dos preços das commodities", afirmou.
Em Paranaguá, o declínio da movimentação de manufaturados do País foi de 29,33%, mas especialistas atribuem que a queda nas receitas não foi mais acentuada graças à exportação de produtos de menor valor agregado, a exemplo de itens congelados (carnes e subprodutos).
Estatísticas do MDIC comprovam que os produtos congelados saíram na frente da participação das receitas de exportação em Paranaguá e Antonina, com US$ 2,147 bilhões, que significaram 21% do total. Foram embarcadas 1,28 milhão de toneladas - 24,9% a mais que no mesmo período de 2008.
Índices comparativos do Ministério sobre os portos brasileiros revela que Paranaguá teve crescimento de 9,6%, em volume exportado, e a menor queda na receita cambial (-11,1%), no acumulado de janeiro a setembro. O Porto de Santos, apesar de ter registrado aumento de 12,6%, em volume, amargou queda de 21,66% em receita, no mesmo período. Ainda no ranking dos dez principais portos, os maiores recuos, tanto em volume (-35,6%), quanto em receita (-44,4%) foram observados em Itajaí.