27 de novembro de 2009
A era do Pré-Sal! PDFImprimirE-mail

Escreveu Carlos Fernando Priess (*)


A chamada Revolução Industrial, ocorrida em meados século XVIII, permitiu uma transformação fantástica no mundo, pois trouxe consigo, a substituição das oficinas artesanais, pelas fábricas que foram se modernizando até os dias de hoje. Foi a passagem da manufatura à indústria mecânica e a transferência do centro de negócios da agricultura, que já começava uma grande migração de mão-de-obra do campo para a cidade.


A chamada Revolução Industrial foi difundida a partir por Engels um dos fundadores do socialismo cientifico, trouxe consigo transformações técnicas e econômicas e novas ferramentas, até para o controle sobre o carvão, que permitiu um aumento fantástico da produtividade do trabalho, aplicado socialmente e para gerar riqueza.


A produção passou também a ser controlada, permitindo assim, que com a revolução industrial calcada no carvão, mas que progressivamente dá lugar ao petróleo e na mudança significativa da base terminal de produção, que passou a ser propriedade de uma nova classe que surge, a classe capitalista, enquanto a maioria da população passa a ser apenas detentora de sua força de trabalho.


Os capitalistas são os proprietários dos capitais, prédios, máquinas, matérias-primas e bens produzidos pelo trabalho. Enquanto os trabalhadores assalariados tinham, como sempre, apenas sua força de trabalho e a vendem aos empresários para produzir mercadorias em troca de salários.


No início da Era Industrial os empresários impõem duras condições de trabalho aos operários sem aumentar os salários para assim, aumentar a produção e garantir uma margem de lucro crescente. O rigor imposto, como forma de disciplina não oferecia, entretanto, segurança para os patrões. A jornada de trabalho chegava há ultrapassar 15 horas, sem descansos e férias.


Foi quando surgiram os primeiros conflitos entre operários, revoltados com as péssimas condições de trabalho, e empresários. As primeiras manifestações são de depredação de máquinas e instalações fabris. Surgiram organizações de trabalhadores da mesma área, que deram origem aos sindicatos.


Os empresários também se organizavam em associação e criando, igualmente, os grandes bancos capazes de alterar completamente a face do planeta Terra. Até a população, que sai de um pouco mais de um bilhão para, na virada século do petróleo, se transformar em 6,7 bilhões de habitantes.


O mundo vai se desenvolvendo, surgindo novas formas de energia que é agente de transformação e de poder ao longo da história. A revolução industrial arranca paulatinamente ao longo do século XVIII e atravessa em crescendo todo o século XIX. Tudo vai permitindo a transformação material em mudanças técnicas de base científica, permitindo assim que pudéssemos sentir a verdade na pregação visionária de Monteiro Lobato, com a descoberta de petróleo em nosso território, em 1939, no recôncavo baiano em Lobato.


Agora, o Brasil descobre uma nova fonte para exploração de petróleo, o pré-sal, anunciada em 2007, embora a pesquisa venha sendo feita desde o final dos anos 70, quando como estratégia, a Petrobrás firmou seu trabalho, em novas formas de bastante sucesso: reforçar e aprofundar a busca de petróleo; desenvolver na medida do possível todo gás disponível como substituto do petróleo.


A Petrobrás, felizmente para nós brasileiros, está credenciada a administrar os recursos do pré-sal, hoje com mais de 68 pessoas contratadas e treinadas nos mais diversos afazeres da área de energia.


Estamos, pois, em plena ERA DO PRÉ-SAL, descoberto por este gigante que é nosso país o Brasil, mas desde nos anos 90 a Petrobrás, recebeu o prêmio internacional por contribuição para o avanço da tecnologia de produção em águas profundas.


Hoje, para a história do mundo, o Brasil, se impõe naturalmente, com a criação da REVOLUÇÃO DO PRÉ-SAL, como um fantástico marco.



(*) Carlos Fernando Priess é Advogado e Economista.
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