28 de novembro de 2009
ABTTC integra a comissão portos

Entidade declara que vai auxiliar a Comport no desenvolvimento e melhoria das condições da cadeia logística, e especialmente em benefício das áreas retroportuárias.


A Associação Brasileira dos Terminais Retroportuários e das Empresas Transportadoras de Contêineres (Abttc) acaba de integrar a Comissão Portos - Comport, criada em julho deste ano, com sede no Rio de Janeiro, para apoiar e cooperar para o desenvolvimento do sistema portuário nacional.


Segundo o presidente da Abttc, Martin Aron, “trata-se da mais importante entidade do momento no âmbito da atividade portuária”. A Comport reúne as principais entidades com atuação no setor em todo o País, como a Fiesp, a Abtra e a ABTP, que deu início ao movimento.


“A Comissão Portos é hoje, ao lado da ABTP e de outras entidades congêneres, o mais importante fórum onde se debatem e discutem temas relevantes ligados à infra-estrutura portuária do país. Constatamos, ao assumir a direção da Abttc, que as empresas localizadas nas áreas retroportuárias não se faziam representar por nenhuma entidade. A entrada da Abttc na Comissão Portos veio preencher essa lacuna”, declara Aron. 


O presidente ainda ressalta que em um época em que as áreas situadas fora das zonas primárias dos portos nacionais são parte imprescindível da solução para os chamados gargalos logísticos, é essencial que os associados da Abttc, os Redex, os Terminais de Vazios e as Transportadoras de Contêineres sejam ouvidos.  


Em comunicado aos associados, o presidente da Abttc, que representa a organização no Conselho Político da Comport,  disse esperar contribuir, ”em nome de todos, para o desenvolvimento e melhoria das condições da cadeia logística, lutando, especialmente,  em benefício das áreas retroportuárias”.


A Abttc possui 35 anos de existência e muito antes do evento da conteinerização chegar, de forma impactante ao Brasil, empresas pioneiras na atividade já demonstravam preocupação com o desenvolvimento eficiente do comércio exterior.  “Nossa intenção é, ao defender os interesses legítimos das empresas que atuam nas retroáreas, contribuir para que sejam encontradas as soluções que permitam que o fluxo de cargas para os terminais "molhados" sejam contempladas com maior rapidez e agilidade. A ausência, até aqui, de um representante das retroáreas fazia com que esse importante setor ficasse não só alijado dos debates, mas principalmente impossibilitado de colaborar, ”ressalta o Presidente da Abttc.


Para Martin Aron, as prioridades da Comissão Portos após a crise econômica mundial, devem ser investimentos em infra-estrutura. “Se antes da crise necessitávamos de vultosos investimentos, tanto em infra-estrutura terrestre, leia-se estradas, rodoanel, ferrovias, como aquaviária e dragagens, temos de continuar agora, a perseguir esses mesmos objetivos”, reforça. 


Falando sobre o crescimento e desenvolvimento previsto para o Brasil nos próximos anos, o presidente da Abttc ressalta que é preciso se preparar para atender o mercado internacional, fato que já é realidade para o nosso país. “Há várias formas de se preparar, mas acreditamos que nossas autoridades do setor, como a Secretaria Especial dos Portos, estão dando passos acertados nessa direção: ao promover estudos de nível macroeconômico como o Masterplan para o Porto de Santos e a propalada intenção de ampliar esses estudos para os mais importantes portos do país, o Governo Federal estará contribuindo de forma efetiva para esse crescimento.  Esse é o primeiro passo de muitos que ainda se farão necessários.





Por Cristina Pierini - Portal NetMarinha
Florianópolis-SC. 06.11.09
Foto: Presidente da ABTTC, Martin Aron


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