27 de novembro de 2009
Bolsas em NY caem com maior taxa de desemprego nos EUA em 26 anos


As Bolsas americanas operam em baixa nesta sexta-feira. A taxa de desemprego nos Estados Unidos chegou ao patamar dos 10%, ao qual não voltava desde 1983. Os investidores viram o dado como sinal de que, embora o ritmo de cortes de vagas no país esteja menor, a situação do mercado de trabalho ainda vai demorar a se inverter.


Às 13h36 (em Brasília), a Nyse (Bolsa de Valores de Nova York, na sigla em inglês) estava em leve baixa de 0,39%, indo para 9.967,04 pontos no índice Dow Jones Industrial Average, enquanto o S&P 500 caía 0,32%, para 1.063,22 pontos. A Bolsa Nasdaq operava em baixa de 0,24%, indo para 2.100,20 pontos.


Foram perdidos no país no mês passado 190 mil postos de trabalho; com exceção do dado de agosto (que apontou perda de 154 mil empregos), foi o menor corte desde agosto do ano passado (de 175 mil vagas). No último trimestre, a economia americana perdeu em média 188 mil empregos por mês, contra uma média de 357 mil no trimestre imediatamente anterior.


Os números refletem a melhora na economia americana vista recentemente: no trimestre passado, o PIB (Produto Interno Bruto) do país cresceu 3,5%. No segundo trimestre houve queda de 0,7%, após uma revisão da leitura inicial, que mostrava queda de 1%.


Mesmo assim, o país ainda está distante de seu ritmo normal. No início do mês passado, o economista americano Nouriel Roubini --respeitado, entre outras coisas, por ter sido o primeiro a prenunciar a crise do crédito americano que resultou em recessão global-- afirmou que a taxa de desemprego no país pode chegar a 11% em 2010 e que alguns postos de trabalho, como no setor de construção, foram perdidos "para sempre".


Os investidores não se deixaram animar pelo segundo trimestre seguido de lucros na seguradora AIG, uma das empresas mais abaladas na crise financeira: a empresa teve lucro de US$ 455 milhões (US$ 0,68 por ação) no terceiro trimestre, contra um prejuízo de US$ 24,5 bilhões um ano antes. Entre abril e junho a AIG teve lucro de US$ 1,82 bilhão, primeiro resultado trimestral positivo desde 2007.




Com informações Folha Online
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